Crítica da Série Sessão de Terapia

Baseada na série original israelense que já foi repetida em vários países do mundo, Sessão de Terapia acompanha as consultas de cinco pacientes no consultório do psicólogo Theo. No episódio de sexta, é o próprio Theo que é analisado por sua supervisora Dora.

Uma série simples como essa, sem efeitos especiais nem ação, poderia ser difícil de ser transformada em algo de interessante para o telespectador, mas Sessão de terapia consegue prender a atenção de quem assiste pela curiosidade natural que as pessoas possuem de saber como é uma sessão com um psicólogo.

Quem nunca foi a uma sessão com um psicanalista fica curioso para saber como é que as pessoas e o analista se comportam; quem faz atualmente tratamento psicológico, quer saber se outros pacientes agem e se sentem como ele. É uma tendência natural do ser humano querer saber e observar os conflitos e segredos íntimos das outras pessoas, sejam elas conhecidos ou não.

Essa é a grande força da série: os pacientes expressando suas angústias, decepções, dilemas e até mesmo sua raiva contra o analista. Tudo isso é muito real e humano, apesar de que eu acredito que o nível de agressividade exibido pelos pacientes contra Theo seja um pouco exagerado, e que isso dificilmente acontece na vida real. Isso é mais um recurso para tornar a série interessante.

Quanto aos pacientes, creio que Júlia, Nina, Ana e João sejam muito interessantes; já Breno é apenas um cara chato, na minha opinião. Ana e João garantem os momentos mais tensos de todos os episódios; Nina os momentos mais singelos; já Júlia exige de Theo toda a sua experiência e autocontrole para resistir às investidas de sua paciente mais bonita e provocante. Claro que a história do paciente se apaixonar pelo terapeuta é um grande clichê, mas não poderia faltar em uma série como essa porque quem assiste gosta desse tipo de história.

Na consulta de sexta, é o próprio Theo quem é analisado por sua supervisora Dora, e isso garante uma inversão de papéis muito interessante na série. Por enquanto, o grande conflito de Theo é lidar com a traição de sua esposa, e uma leve atração que sente por Júlia, que é um dos fatores mais explorados por Dora nessa consulta. O que fazer? Continuar com uma paciente que exige o máximo do analista e passa dos limites na relação analista-paciente, ou transferi-la para outro psicólogo? O episódio da sexta é um dos melhores da série.

Sessão de terapia certamente é uma ótima novidade para a Tv. Uma série que lida com as questões mais íntimas e profundas da alma humana, garante uma boa dose de diversão e a possibilidade de quem assiste realizar uma autoanálise, e, quem sabe, até resolver que vai iniciar uma terapia com um analista. Demonstra também, a força e atração que a psicanálise possui, e como funciona bem ter um consultório, com o analista, os pacientes e suas questões, reproduzidos em uma série da TV. Falar sobre nossos problemas faz bem, e parece que ouvir o dos outros também.Recomendo muito essa série.

Comments

  1. Oscar Eduardo says:

    Ótimo seriado.Tenho assistido e recomendo!!!

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