Resenha do Livro da Alma, de Avicena

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Um ótimo exemplo da filosofia islâmica
O filósofo Ibn Sina, conhecido no ocidente pelo nome latinizado de Avicena, influenciou muitos teólogos cristãos como Santo Tomás de Aquino e Duns Scot. Nesse livro da Alma, Avicena descreve sua doutrina sobre a existência da alma e sua constituição. Para ele a alma é uma agregadora das faculdades da percepção, sendo uma para suas faculdades. A alma também é definida como aperfeiçoadora do corpo no qual ela habita, sendo também sua organizadora. Avicena escreve um exemplo das faculdades de percepção e a distinção entre a percepção da forma e a percepção da intenção. O exemplo é o da ovelha e do lobo, no qual a percepção que a ovelha tem do lobo, ou seja, de sua forma, percebem primeiro os seus sentidos externos antes do interno. A ovelha possui a percepção da intenção da adversidade do lobo e que é necessário fugir dele, sem que o sentido externo perceba isso. Assim, segundo Avicena, primeiramente o sentido externo percebe o lobo, e em seguida o sentido interno, caracterizando assim o nome de forma.É aquilo que as faculdades internas percebem sem os sentidos( externos), sendo por isso designado o nome de intenção.

Avicena também possui uma avançada ciência a respeito da luz e das cores, percebendo claramente que a luz das estrelas durante o dia não podem manifestar-se pela maior luminosidade do sol, sendo necessário que haja escuridão para que a luz das estrelas possam brilhar.Sua opinião sobre a natureza do raio, da luz e das cores vão influenciar os escolásticos Robert Grosseteste e Roger Bacon. Sobre a alma humana, Avicena estabelece cinco graus que são: a inteligência material, a inteligência possível, a inteligência em ato, a inteligência adquirida e, por fim, uma faculdade intuitiva, que Avicena chamará de intelecto sagrado. Essas inteligências existem em potência e para passarem para o ato, necessitam de um intelecto agente, que está separado e faz parte do mundo celeste.

É recomendável antes de ler esse livro da alma de Avicena, ler uma introdução à sua filosofia, como por exemplo, “A filosofia na idade média”, de Etienne Gilson, para poder compreender melhor a filosofia de Avicena, porque quem não está acostumado com a linguagem da filosofia medieval pode achar o livro muito difícil de entender.

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