Resumo da Filosofia de Kant: O Problema Crítico e a Classificação dos Juízos

kant

Kant tentou limitar ao máximo o valor da metafísica, rejeitando o racionalismo de Leibniz e ao fenomenismo de Hume. Esse é o primeiro de uma série de artigos em que vou tentar apresentar a filosofia complexa de Kant. Terei como base a obra Compêndio de história da filosofia, de Thonnard.

Classificação do saber.

Kant percebeu a diferença dos progressos das diversas ciências de seu tempo. Por um lado, a matemática, a física, a geometria e a astronomia de Newton, que se impunham sem contestação; de outro, a metafísica, que se revela contraditória e vacilante desde Descartes. O mundo, a psicologia e a teodicéia entram em crise. Kant vai analisar se a metafísica é possível e se será válida; no entanto, às ciências não será necessário investigar, pois elas já estão confirmadas, restando apenas determinar como são verdadeiras.

Classificação dos juízos

Kant admitia que o principal objeto do problema crítico é o juízo, que é a fonte da verdade e do erro ( tese de São Tomás de Aquino). O juízo exclui àqueles puramente analíticos e também os sintéticos a posteriori, retendo somente os sintéticos a priori, já que Kant só considera esse último como juízo científico para determinar o funcionamento da razão nas ciências.

O juízo analítico é formado quando o predicado repete o conteúdo formal do sujeito, desenvolvendo-o. Thonnard dá o exemplo da frase ” o corpo é uma substância extensa”, que representa uma tautologia e é incapaz de fazer progredir a ciência, pois não é um juízo científico, mas analítico. A frase mencionada, para Kant não passa de um princípio de contradição, que é apenas a regra negativa dos juízos. A conclusão à que chegamos é que todo o juízo implicando contradição é errôneo, mas a ausência de contradição não basta para que um juízo seja verdadeiro ou científico, porque, segundo Thonnard, o puro conceito, mesmo analisado, não contém verdade alguma.

O juízo sintético é formado quando o predicado é estranho ao conteúdo formal do sujeito e lhe é atribuído por uma razão diferente da análise desse conteúdo. A frase ” todo ser é inteligível” é um juízo sintético, pois a inteligibilidade é um fato especial da  inteligência, que  não é necessariamente exigida pela noção de ser. O juízo sintético é àquele que vai enriquecer e avançar a ciência.

Os juízos puramente sintéticos( a posteriori): A frase ” estou com dor de cabeça” não é um juízo científico, porque é totalmente subjetiva e representa a experiência atual. Não possuem o caráter universal dos juízos de ciência.É um juízo contingente.

Os juízos sintéticos a priori: o juízo( frase) ” todo ser contingente tem uma causa”, a noção de contigência, ou seja, a indiferença para existir ou não, nas palavras de Thonnard, não contém a noção de causa, pois o ser perfeito e distinto do qual um outro depende para existir não está presente no juízo. Kant queria uma ciência que rejeitasse o empirismo de Hume, e fosse baseada na condição a priori, com base no espírito e dominando a experiência. É um juízo universal.

Umas das obras mais importantes da filosofia em todos os tempos, A Crítica da Razão Pura, do filósofo alemão Immanuel Kant, busca, antes de tudo, responder à pergunta sobre o que o ser humano pode conhecer ou, até onde a nossa mente pode chegar nos questionamentos sobre os porquês do mundo.

Resenha da Crítica da Razão Pura

Kant definitivamente não era um bom escritor e a leitura de todas as suas obras é bastante penosa, mas o leitor não precisa abandonar o pensador por causa disso. Por que o pensamento kantiano se tornou tão importante a partir deste livro? Todos ouvem falar ou leem sobra a “Revolução Copernicana” que Kant teria feito a partir de sua Crítica, mas poucos entendem o real significado de tudo isso.

Desde o século XVI, duas correntes filosóficas se enfrentavam na Europa: de um lado o Empirismo Britânico; de outro, o Racionalismo da filosofia continental. A tradição do Empirismo Britânico negava a importância da metafísica e também a existência de ideias inatas no ser humano. Todo o conhecimento, para eles, tinha origem nos sentidos e na experiência, o que nada mais é do que o antigo ensinamento de Aristóteles.

Já o Racionalismo Continental dava importância à metafísica e afirmava a existência das ideias inatas no homem. As duas correntes não poderiam chegar a um comum acordo. O que fez Kant? Ele simplesmente ultrapassou este antigo debate e afirmou que ambos estavam certos e errados ao mesmo tempo. As ideias inatas existem sim, só que Kant prefere o termo a priori, mas esse a priori necessita da experiência para confirmar-se. A matemática, por exemplo, é totalmente a priori, não teve origem na experiência. Nem mesmo nossas ideias morais.

A Revolução Copernicana levada adiante por Kant é uma forma radical de antropocentrismo, como disse Étienne Gilson. Faz parte do Idealismo kantiano, assim chamado de Idealismo Transcendental. Qualquer um que leia os textos escritos por filósofos realistas como Tomás de Aquino percebe que o realismo é uma filosofia voltada para os objetos sensíveis do mundo real. O ser humano está em um mundo de objetos localizados dentro de um espaço e tempo. No idealismo de Kant, a existência dos objetos dependem do sujeito que os percebe. Sem sujeito não há objeto. Da mesma forma, o espaço e o tempo não existem fora do sujeito, pois não existe a possibilidade de saltarmos para fora do tempo, digamos assim. A partir desses fatos, a mente humana passa a ter uma importância muito ampliada, pois não somos jogados em um mundo de objetos sensíveis, mas são as coisas que passam a girar ao redor de nós, pois sem uma mente para reconhecê-los, os mesmos não existiriam.

Kant pretende substituir as antigas categorias aristotélicas nesta obra, mas não parece ter sido muito feliz, pois seu discípulo Schopenhauer o criticou duramente por isso, julgando que as categorias propostas por Kant são inúteis. Mais importante foi a tarefa que Kant adotou foi a de criticar as antigas provas da existência de Deus que vinham desde a Idade Média, especialmente a prova Ontológica. Será que ele conseguiu?

Segundo Bertrand Russell, Kant pode até ter tentado, mas não conseguiu por abaixo a argumento Ontológico de Santo Anselmo, que foi adotado por Descartes no período moderno. Eu particularmente acredito que Russell tenha razão. Kant foi mais preciso em relação ao argumento Cosmológico, que parte do princípio de que a beleza e a organização do cosmos pressupõe um Deus Criador, pois os seres e coisas do mundo não possuem dentro de si a causa de si mesmos. Kant, no entanto, ensina que o argumento Cosmológico no máximo demonstra a existência de um Demiurgo organizador das coisas existentes, mas não de um Jeová que cria tudo a partir do nada.

Toda a preocupação que Kant demonstra quanto às provas da existência de Deus têm relação com sua teoria do conhecimento e sua divisão entre o mundo noumênico e fenomênico. A razão não deve tentar ultrapassar o mundo da experiência, que é o mundo do fenômeno. A assim chamada coisa-em-si nos é inacessível. A razão não pode ter acesso ao noumenon. Toda a Teologia é inútil nesse caso. Tentativas de provas da existência de Deus fazem parte apenas da história. Schopenhauer irá criticá-lo por ter dito que a coisa -em -si é inacessível. A coisa-em-si é a Vontade, segundo ele. O mesmo Schopenahuer atacará duramente Hegel por ter traído Kant e sua advertência de não ultrapassar os limites de nosso conhecimento. O Espírito Absoluto hegeliano é, para Schopenhauer, um gigantesco argumento Ontológico sob novas roupagens. É uma nova teologia encoberta sob uma multidão de palavras grandiosas e, ao mesmo tempo, desconexas.

A única prova válida da existência de Deus, segundo Kant, é a Moral, que nada mais é que a existência das verdades eternas. Esse argumento foi primeiramente elaborado por Santo Agostinho, mas tinha uma força mais teológica e metafísica que o de Kant. Em sua Moral, Kant vai estabelecer um dualismo que considero importante por causa da contradição que enfrentamos entre uma moral elevada no campo noumênico e seu comprometimento no mundo fenomênico. Hegel afirmará que todo Racional é Real, Marx irá inverter esse argumento dizendo que todo Real é Racional. Ambos são otimistas, mas a visão kantiana para mim é superior, pois encara esta contradição.

Kant vai criar uma grandiosa ética do dever. “Tu deves”, diz Kant. Schopenhauer o ironiza pelo fato de que uma ética baseada em mandamentos e comandos solenes só é possível com a existência de um Deus bíblico comandando por detrás. De qualquer maneira, Kant é uma referência no campo moral, político e também no da Bioética por suas observações bastante pertinentes. O livro é leitura obrigatória para quem quer compreender a filosofia em todo seu significado.
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Comments

  1. Argemiro says:

    Olá Felipe! Estou tentando encontra algum artigo sobre o filme de Freud, Além da Alma. Voce poderia me ajudar? Desde já fico muito agradecido.

  2. Olá! Eu gostei muito deste artigo meu caro foi absolutamente de suma importância para o meu trabalho, gostaria de saber o motivo pelo qual você compartilha este conhecimento conosco. Desde já agradeço, Atualmente nossa precária sociedade necessita de pessoas como você.

    • Muito obrigado pelo comentário! Vou ser breve na resposta que servirá para você e outros refletirem. O professor e o homem de estudos têm a obrigação de compartilhar seus conhecimentos, pois de outro modo esse conhecimento torna-se estéril. Tem um aforismo do romano Pérsio que me serve de inspiração: “O teu saber é nada, se os outros não sabem que você sabe.” É isso que me motiva a ensinar e a escrever nesse site.

  3. jessica says:

    Muito bom! estou começando a estudar o pensamento kantiano, tem alguma obra/livro de filosofia que você recomenda, sem ser as obras mesmo de kant? Obrigada e parabéns pelo blog🙂

    • Obrigado! Recomendo que você leia a crítica da filosofia kantiana feita por Schopenhauer que está incluída na sua obra O Mundo como Vontade e Representação ( está à venda na edição da UNESP de capa cinza ). De Schopenhauer você também pode ler a obra Sobre o fundamento da moral. Ler as aulas que John Rawls proferiu sobre Kant na universidade de Harvard também é importante. Elas estão no livro História da Filosofia Moral do mesmo autor.

  4. Sérgio Cícero says:

    …boa noite Felipe!, começei a batalha da faculdade esta semana, e o professor de filosofia passou um trabalho, nosso grupo sobre Kant e minha parte direto privado e direito publico…e pesquisando na net achei seu blog, muito bom, ótimo por sinal!!!…poderia tirar minha duvida, em meu breve resumo, pelas 3 horas que levei pra ler nossa apostila…rrrsss, e pensar q não entendi nadica de nada!!!, seria correto presumir q KANT foi um pensador,filosofo com ideais humanistas e valores burgueses- capitalistas, beirando ao socialismo, pra mim um tanto contraditório, talvez amedrontado que algo ou alguem viesse lhe confrontar…será que esta conseguindo entender!!!, como aconteceu com Gallileo, na santa inquisição, talvez por isso ele de fendesse tão bem o interesse da burguesia aristocrata dA SUA época e chego a pensar que ele era a favor da escravidão, devido a sua tese do que seria ser um cidadão ( ativo e passivo), porém li em outros textos q ele foi um grande defensor digamos por assim dizer “de um desarmamento dos povos”, mas enfim eu estaria meio q correto em meu resumo de afirmar que ele defendia primeiro o direito privado, desde q fosse de um cidadão ativo, tivesse posses, podendo assim votar e depois o direito publico, mas este so do estado, através de quem o representasse, meu amigo, desde já grato, aguardo ancioso por essa primeira remessa de luz!!!, frt abrç, Sérgio.

    • Olá Sérgio! Kant certamente acreditava que somente o homem de posses poderia votar. Ele fazia uma distinção entre o uso privado e público da razão. Pelo uso privado, ele compreendia os códigos de uma organização tipo o exército. Dentro do exército, o soldado tem que seguir a razão privada, mas, por exemplo, um oficial nazista poderia ter questionado às ordens de seus superiores usando a razão pública. Kant defendia o direito privado como sendo anterior ao direito público, conforme você escreveu. O direito privado refere-se, entre entre outros casos, à prevenção do homicídio, enquanto que o direito público vem depois, e existe justamente para fazer prevalecer o direito privado.

      • Sérgio Cícero says:

        boa noite prof., grato por sua atenção…agora vou expor meus pequenos nós, rrrsss, não entendi qdo disse q kant fazia uma distinção entre o “uso” privado e publico da “razão”, não consegui assimilar o exemplo q destes, e tbm como o direito privado , o conceito de direito privado preveniria contra um homicídio e o publico viria para ratificá-lo , se posso assim dizer…grato mais uma vez, será q daqui até apresentar este seminário saberei explicar direito essa visão d direito privado e publico de kant, rrrs, abrç.

  5. Sérgio Cícero says:

    Ah! ia esqcendo prof.,quanto a minha opinião sobre o dir. publico vir somente do Estado, através daqueles q fossem seus representantes, estou errado?, na visão de Kant privado e publico estão juntos, sendo q, vou tentar dar um exemplo… privado seria os direitos que um comerciante ou fazendeiro, cidadão ativo, pensa q deve e pode revindicar de seu governo, na época dele, claro, e publico tudo aquilo q seu governo determina para o comerciante/fazendeiro, como seus direitos, para ser de conhecimento e cumprimento de seus serviçais , escravo, mulheres….to muito errado?

    • É isso sim, Sérgio. Por exemplo: quando um tirano resolve promover leis que aumentam o controle do governo sobre os cidadãos nada mais é, segundo Kant, a vontade privada do governante impondo-se sobre a vontade pública. Kant pretende que as boas leis privadas da sociedade sejam transferidas para um nível de governo, mas não por parte do governante, mas sim pelo poder legislativo.

  6. Sérgio Cícero says:

    …muito agradecido profº, até mais!, abrç.

  7. Shirley Medeiros says:

    Bom dia Felipe. Estou estudando kanti na Universidade, mas preciso de um esclarecimento sobre a relação das ideias dele, com as de outros filósofos ( Descartes, Hume e Locke) Estou perdida e confundindo tudo. Aguardo ansiosa pela sua ajuda, para clarear meus pensamentos e me dar uma direção de estudo.

    • Oi Shirley! Kant afirmou que nem o racionalismo e nem o empirismo estavam certos. Ele criticou Locke e Hume por afirmarem que todo o conhecimento vinha dos sentidos exclusivamente. Para Kant, existem ideias a priori, como afirmava Descartes, porém essas ideias precisavam passar pela experiência, como os filósofos britânicos pregavam. Kant, em sua mais famosa obra Crítica da Razão Pura, escreveu várias páginas para tentar refutar o argumento ontológico reformulado por Descartes. Alguns afirmam que ele enterrou esse argumento para sempre ( esquecendo que Hegel logo em seguida o ressuscitou), e outros, como Bertrand Russell, afirmam que Kant falhou em seu argumento. Kant gostava de dizer que Hume o havia despertado de seu “sono dogmático”, pois esse filósofo supostamente haveria demonstrado a completa inutilidade da metafísica. Kant adotou com entusiasmo essa ideia, e sua obra principal tem como objetivo justamente destruir a metafísica, uma vez que Kant dizia que a nossa razão era incapaz de ultrapassar o mundo fenomênico. É óbvio que ele não foi feliz, pois Aristóteles na Antiguidade ensinou que nosso intelecto pode sim ter conhecimento do que está além da matéria, e que esse mundo inteligível é que garante ao homem um conhecimento estável.

      • Shirley Medeiros says:

        Muito obrigada Felipe, e me desculpe pelo “Kanti”, rs
        KANT. Vc me ajudou muito.

  8. O seu comentário é bastante direcionado à crítica kantiana. Esqueceu-se dos seu efeitos

  9. Caro Felipe, embora não seja de forma alguma um entendido em filosofia, mas apenas um curioso, uma colocação no último parágrafo me deixou confuso. Pelo que conheço de Kant, ele questionou a capacidade humana de conhecer a verdade. Pois essa verdade perfeita, nossa mente nunca conhecerá, pois nossos sentidos captam vários sinais e os organiza. Cria assim uma realidade pessoal, diria virtual. Essa realidade pessoal criada pela mente humana, que é pessoal, pode ser compartilhado, mas cada um a entenderá à sua maneira.
    Dessa forma ao afirmar no último parágrafo que Kant trouxe o conceito de que o homem é criador da realidade, deixou-me inquieto, pois a realidade verdadeira não é consequência da nossa interpretação.
    Além de que pelo que conheço de Kant, ele revolucionou a ciência exatamente por questionar nosso conhecimento e nossos conceitos, frutos dessa realidade “virtual”. Até que ponto essa realidade virtual é verdadeira, nunca saberemos. Assim não compreendo como isso acentuou o antropocentrismo, quando na verdade colocou o ser humano numa situação bastante inferior em relação à antes.
    Cópia do último parágrafo.

    A revolução copernicana estabelecida por Kant foi colocar o intelecto humano como o criador da realidade, dessa forma, como nos diz Gilson ( O Espírito da Filosofia Medieval) fica estabelecido um antropocentrismo muito mais radical que o da Idade Média.

    Obrigado pela oportunidade.
    Kennedy Silva.

    • O que Étienne Gilson destaca é que com Kant não mais o intelecto humano precisa adequar-se ao objeto para chegar à verdade, mas sim são os objetos que passam a ter que ter adequação ao intelecto humano. Nenhum objeto sem sujeito, por isso com essa fórmula a filosofia kantiana é mais antropocêntrica que o realismo medieval.

  10. liliana armindo says:

    oi pessoal eu gostaria de saber qual e o conceito de kant sobre a filosofia ou seja como ele definia a filosofia? ajudem me por favor

    • A filosofia de Kant enfatiza sobretudo a autonomia humana, pois nosso entendimento nos fornece as leis que guiarão nossa experiência, da mesma forma que em sua filosofia são as coisas que precisam se adaptar à nossa mente- e não o contrário , o que é a antítese do modo medieval de ver a busca pela verdade.

  11. Milena NATHALIA says:

    olha Felipe ,tenho com Dúvida sobre qual e relevância do EMMAMUEL KANT ,por favor me explicar qual é a relevância do filósofo immamuel kant ,pois vou apresenta um seminário estou perdida já fiz várias leitura mais não consegui entende me de uma dica com exemplo…
    desde já agradeço…

    • Ele tem uma importância enorme na história da filosofia pois conseguiu superar a divisão entre racionalistas e empiristas ao reconhecer que possuímos sim ideias a priori, mas que essas ideias precisam ser confirmadas pela experiência. Tentou provar a impossibilidade da metafísica pois, segundo ele, não temos acesso à coisa- em-si. Realizou a chama Revolução Coperniciana fazendo com que as coisas dependam de nosso intelecto.

      • valdonice euzebia da silva siqueira euzebia dasilva says:

        Boa noite Felipe

        Meu muitíssimo Obrigada por sua explicação acredito eu que fiz uma ótima apresentação. DESDE JÁ AGRADEÇO

        Date: Tue, 29 Mar 2016 19:20:38 +0000 To: valdoniceeuzebia@hotmail.com

  12. Pamela Christie says:

    Olá Felipe, eu queria uma ajudinha pra fazer um trabalho da escola e eu não estou achando a resposta ou algo do tipo que se ligue ao tema proposto. Aí vai:
    ” De acordo com a Filosofia Kantiana, o contentamento sentido por uma pessoa que acabou de comer um doce pode ser definido como sublime? Justifique sua resposta”
    Me ajuda por favor, agradeço desde já!

    • Olá, Pamela! O sublime, para Kant, está associado a uma noção de amplitude que ultrapassaria a razão. Nesse caso que você citou não há esse aspecto envolvido. O sublime é relacionado mais com a natureza. Exemplos: o monte Everest ou uma visão de um mar revolto.

  13. Bom saber.

  14. Olá gostaria que você me explicasse o conceito de contingente e contrição. Desde de já agrade.

    • Contigente é aquilo que não é estável e não faz parte da natureza de algo. E Kant fala muito sobre a contrição pela lei, que representa um estágio anterior à moralização interior. Antes disso, ele ainda necessita da contrição de algo vindo de fora, como as leis ou mandamentos bíblicos.

  15. Geisaribeirooliveira says:

    Qual a fase critica de Kant?

  16. Lene Alves says:

    Felipe sou estudante de filosofia e apaixonada por ele, e seus textos sempre mim ajuda muito, na hora da minhas pesquisas….. de tirar duvidas ou de entender melhor algum assunto, pois você escreve de maneira simples por isso acessível……

  17. Patrícia Kleinke says:

    Bom dia Felipe!
    De fato, sua explanação sobre a compreensão do núcleo do pensamento de Kant foi muito esclarecedor. Gostaria de fazer algumas perguntas para ti, será que tem como conversar via e-mail? Não tenho rede social, então, não vejo outro meio de comunicação viável. Eu sou estudante do curso de Direito e acabei de ingressar no Grupo de Iniciação científica da Universidade, onde consegue imaginar que os assuntos são de um nível acima do normal, o Projeto do grupo: Justiça Política no Estado Democrático de Direito Área de concentração: Teoria do Direito
    Linha de pesquisa: Ética, cidadania, exclusão e inclusão social. Os critérios serão apresentados, discutidos e comparados a partir das proposições de autores contemporâneos do liberalismo (J. Rawls, R. Dahl e R. Dworkin), do comunitarismo (M. Walzer) e do republicanismo (J. Habermas e P. Pettit), então, quem vai querer apresentar um artigo sobre o Liberalismo ele indicou outros autores obviamente, depende de qual frente cada um irá seguir. Porém eu, gostaria de aprofundar sobre Heidegger, e pelo que eu pesquisei, tenho que antes me aprofundar, e muito, no Kant, também li (oq me deixou insegura) de que Heidegger exige um conhecimento extremamente aprofundado em filosofia já que ele mergulha na ontologia, e eu ainda não tenho mesmo base de conhecimento filosófico, conheço vários nomes e obras, claro, porém conhecimento aprofundado somente em Aristoteles hehe, mas, sempre fui apaixonada por Kant, estou organizando o que tenho que ler e me aprofundar para conseguir compreender de forma muito profunda a análise nos escritos. Gostaria muito de alguns conselhos, gostei muito do seu blog, espero de coração que possa me ajudar. Sinto que não existe alegria maior do que auxiliar pessoas interessadas em filosofia.

  18. Núbia says:

    Professor, boa tarde! Estou fazendo um trabalho de filosofia e estou em dúvida referente a como Kant, Descartes e Hume tentaram responder à pergunta “Como es conheço”?

    • Então, o que Kant fez foi harmonizar as visões opostas do racionalismo de Descartes e do empirismo de Hume. Existe um conhecimento a priori ( Kant não usa o termo ideias inatas) como a matemática e as leis morais, mas o conhecimento a priori tinha que ser confirmado pela experiência. Kant rejeita a prova ontológica da existência de Deus de Descartes, pois nosso conhecimento tem de estar dentro dos limites da experiência, mas ele evita cair no ceticismo de Hume porque a existência de Deus é provada pela Lei Moral dentro de nós.

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