A Natureza da Physei Dikaion em Aristóteles

Aristoteles

Essa discussão a respeito do que é justo por natureza se encontra no livro V da Ética a Nicômaco (1134 a). Nesse ponto, Aristóteles trata do que é justo de maneira geral e o  que é justo politicamente. Ele estabelece uma distinção entre esses dois modos de justiça. O que é justo incondicionalmente não é a mesmo que o justo politicamente, porque nesse último caso a justiça só pode ser alcançada entre homens iguais e livres, de forma que entre os desiguais não pode haver uma justiça política, mas somente em sentido especial, de acordo com Aristóteles. Na visão política do filósofo grego, não é possível que um homem governe, mas a lei, porque diferente dessa forma só pode nascer a tirania. A justiça política não existe na relação entre senhor e escravo e de um pai para filho, porém, Aristóteles reconhece que possa existir um tipo de justiça na relação entre marido e mulher, mas não a justiça política.

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