A Liberdade de Imprensa nas Democracias: O Exemplo Norte-Americano

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Aqui no Brasil acontece nesse momento um movimento organizado pelas esquerdas a favor de uma “regulamentação” da mídia, supostamente para coibir certos abusos, mas quando percebemos melhor suas intenções, vemos que a chamada “ley de medios” tem uma inspiração não na nação mais democrática do mundo, os Estados Unidos, mas na autocrática Argentina de Cristina Kirchner. O erro desses esquerdistas é confundir as críticas aos governos de esquerda com uma conspiração de direita para alcançar o poder. Não foi o PT muito beneficiado como guardião da ética durante décadas, auxiliado por essa mesma imprensa “reacionária” que divulgava diariamente casos de corrupção envolvendo políticos da direita liberal e conservadora que governou o país e vários estados durante os anos 1980 1990? Lula, José Dirceu, José Genoíno e outros políticos petistas não se apresentavam ao povo como os representantes de uma pureza ideológica, da mesma forma que no processo do impeachment de Collor alguns desses não acabavam por representar o papel de inquisidores contra um governo “conservador” e corrupto? Quando os partidos de esquerda ganharam popularidade nos governos Collor e FHC fazendo oposição, a imprensa e a sua liberdade de denunciar pareciam satisfazer aos propósitos dos políticos socialistas. Por que fazer agora uma lei que não passa de uma tentativa de subordinar a imprensa aos poderes do Estado? Vamos estabelecer primeiro a importância da liberdade de imprensa para a consolidação da democracia nos Estados Unidos a partir de uma análise de Alexis de Tocqueville em seu livro A Democracia na América. Abaixo, reproduzo o texto do pensador francês:

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