Seria essa a Primavera Brasileira?

Primavera brasileira

O significado das manifestações históricas do dia 17/06/2013 ainda não pode ser demonstrado porque ainda estão apenas no início. Os grupos que comandam essas passeatas parecem ser de extrema-esquerda, que têm sempre a posição  de ser-contra-tudo-que-está-aí. As reivindicações são justas, porém isso só está acontecendo porque houve um aumento na inflação e há um clima constante de pânico no jornalismo brasileiro.

Devemos observar que existem motivos mais poderosos para o brasileiro protestar como quando aconteceu o julgamento do mensalão ou pelo nível elevado de violência que existe em nossa sociedade. Quanto à questão do título desse artigo devo dizer que não, esta não é uma primavera brasileira pelo simples fato de que não vivemos sob uma ditadura, e o governo Dilma Rousseff não está tentando impor nenhuma lei injusta sobre seus cidadãos.

Como analisou o filósofo americano John Rawls, uma legítima revolta contra o governo só pode acontecer quando há uma tentativa por parte do governante de limitar as liberdades civis dos cidadãos ou, no caso, quem está no poder esteja ( ou se isso já aconteceu) violando às regras do contrato estabelecido pela constituição. Como esse não é o caso do Brasil, qualquer tentativa por parte de um jornalista ou cientista político de jogar a culpa dessa revolta sobre qualquer político- seja do governo ou da oposição- seria uma leviandade.

O governo Dilma tem tudo para reverter uma situação que no momento é desfavorável por causa do aumento do custo de vida. É curioso, no entanto, ver o PT provar do próprio veneno de quando fazia o mesmo com o governo FHC. Claro que nunca chegaram a esse ponto, mas quem não lembra do discurso golpista do FORA FHC ?

Vamos ter que aguardar um pouco mais para sabermos até onde pode ir esse movimento. Arrisco a previsão de que se a inflação ceder, as manifestações perderão força. É uma pena no sentido de que deveriam acontecer passeatas permanentes contra os péssimos serviços públicos e contra a violência que acaba com a vida de pelo menos 80mil pessoas por ano, seja a violência urbana, seja a do trânsito. Como disse Olga, a afilhada de Policarpo Quaresma: Esperemos mais!

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