Resenha Do Contrato Social, de Jean-Jacques Rousseau

Contrato Social

” Como encontrar uma forma de associação que defenda e proteja com toda a força comum a pessoa e os bens de cada associado,m e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedeça, no entanto a si mesmo, e permaneça tão livre quanto antes?”

Rousseau responde a essa pergunta com a defesa do contrato social, no qual o próprio Rousseau estabelece as regras. Desse contrato estão excluídos a escravidão mas também o individualismo, pois a vontade individual deve submeter-se à vontade da maioria. O filósofo suíço estabelece uma diferença entre a vontade de todos e a vontade geral, sendo que a primeira diz respeito ao interesse privado e a segunda ao interesse comum. O conceito de vontade geral já foi posto em prática em certos países.

Um exemplo é a Venezuela de Hugo Chávez. Como diz F.J.Thonnard, a vontade geral de Rousseau cria uma espécie de deus-estado, sendo que a maioria absoluta nas assembleias manifesta a Vontade Geral, e indica o erro da minoria, que deve obedecer à vontade da maioria. Foi o que aconteceu na Venezuela, onde, baseando-se em uma vontade do povo por um líder que lhes mostrasse o caminho da salvação, Chávez submeteu a oposição e o judiciário à sua vontade, pois inspirado por Rousseau, acreditava que o cidadão deveria abdicar da liberdade individual, dessa forma o interesse particular desapareceria, assim como as desigualdades. Isso foi contra a moral de Kant, pois ele acreditava que ninguém deveria se submeter ao conceito de felicidade e projeto de vida do Estado.

Rousseau, ao contrário de Hobbes, dizia que o governo não está estabelecido para evitar a guerra de todos contra todos, mas que o governo ” é um corpo intermediário estabelecido entre os súditos e o soberano para sua mútua correspondência, encarregado da execução das leis e da manutenção das liberdades, tanto civil quanto política.”

Sobre o famoso Contrato Social, quem lê o livro ficará decepcionado porque Rousseau fala pouco sobre ele. No fim do livro ele quase que delira em atacar a Igreja Católica. Parece que ele escreveu toda a parte anterior sobre o contrato apenas para, no fim, destinar sua arenga contra a igreja. O livro é muito ruim e sua tese na verdade só pode ser abraçada por tiranos.

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