Resenha de Ten Philosophical Mistakes, de Mortimer Adler

Mortimer Adler

 

Adler escreveu um livro muito simples sobre os erros da filosofia moderna, concentrando-se especialmente em Locke, Hume, Hobbes, Kant e Rousseau. Os capítulos não chegam a aprofundar muito o problema levantado, e isso é um pouco frustrante. O estilo de Adler atrai quem não tem muita experiência em filosofia, mas não é muito recomendável para quem quer se aprofundar mais no assunto.

Concordo com ele que a filosofia não permite uma especialização como na física ou mesmo nahistória, sendo a filosofia um tema de interesse de todos e acessível a qualquer um. Adler quer formar filósofos generalistas, e nisso o livro é de grande utilidade.

Alguns dos erros filosóficos mencionados no título foram cometidos pela noção de ideia em Locke, pelo contrato social em Hobbes, Locke e Rousseau, pelo ceticismo de Hume, pela ética Kantiana e pela negação da liberdade da vontade pela maioria dos filósofos e cientistas modernos. Tais erros não teriam sido cometidos, principalmente por Locke e Kant, se esses dois filósofos tivessem tido mais cuidado no início de sua argumentação.

Adler é um discípulo de Aristóteles e São Tomás, e ele crê que, ao contrário do que aconteceu na ciência, a filosofia teve um grande recuo desde que Descartes, Hobbes e Locke apareceram. O Renascimento representou o fim de uma época de ouro da filosofia que vinha desde a Antiguidade e percorria toda Idade Média.

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