Resenha de O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

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Havia em minha vida, muitos anos atrás, uma pessoa muito querida que me recomendava a leitura desse livro. Apesar disso, eu nunca demonstrei interesse em lê-lo por um certo preconceito por ser um livro voltado essencialmente para crianças. Hoje eu resolvi ler e tentar ver o significado da mensagem do livro. Acho desnecessário contar várias das passagens do livro. A minha resenha é totalmente subjetiva e pessoal.

 

O pequeno príncipe desejava ter um amigo, porque no planeta em que vivia, sua única companhia era uma flor solitária de quem ele cuidava. Saiu pelo universo à procura de um amigo, mas não achou ninguém e veio parar na Terra. Depois de conversar com alguns de seus habitantes, ele encontra um personagem que o faz enxergar o que é realmente essencial na vida.

Não é de se admirar que em nossas vidas não tenhamos em nenhum momento parado para pensar se cativamos alguém? Que achamos o nosso tesouro a partir da qual a nossa vida se enriquece? O pequeno príncipe tinha cativado alguém, porém não percebia isso; sentia-se só e não compreendia bem o porquê. A vida se torna muito mais bonita a partir do momento em que alguém é cativado por nós. Como diz o livro, nós passamos a ser únicos para quem nós amamos e essa pessoa passa a ser única para nós. Posso dizer que no momento em que escrevo essas palavras, e sem temer um futuro incerto, em que nunca sabemos o que pode acontecer, eu cativei uma pessoa e me tornei especial para ela e ela se tornou única em minha vida. Quero que essa pessoa saiba, no momento em que ler essas palavras, que como se ela representasse a flor do livro e da poesia de Gonçalves Dias que diz:

“Comigo fica ou leva-me contigo
“Dos mares à amplidão;
“Límpido ou turvo, te amarei constante;
“Mas não me deixes, não!”

Esse amor que sinto me faz perceber que encontrei o tesouro da minha vida, e que como diz aquele famoso ensinamento de ” onde está o seu tesouro, ali está o seu coração”, desejo  que a flor da minha vida diga a essa corrente de amor que eu sinto as palavras finais do poema,

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
“Não me deixaste, não!

Não te deixarei e estarei sempre contigo.

Rio de Janeiro,17 de Setembro de 2013.

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