Resenha: O Outono da Idade Média, de Johan Huizinga

O outono da idade media

Clássica visão da Idade Média 
O livro revela os ideais da vida na corte na França e Países Baixos nos séculos XIV e XV. A visão do amor e da morte e os ideais da cavalaria; a vida religiosa e os seus excessos, que muitas vezes caem na superstição. Huizinga nota como a Igreja era tolerante com os mais estranhos desvios doutrinários. A parte mais famosa do livro é a que fala do sentimento estético. O melhor do espírito medieval foi preservado na pintura flamenga, mais do que na poesia. Há uma análise detalhada da obra de Van Eyck, e uma parte que mostra o desprezo de Michelangelo pela arte medieval, que ele não compreendia. [Read more…]

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Resenha: Fragmentos sobre a história da filosofia, de Arthur Schopenhauer

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Fragmentos sobre a história da filosofia é um dos capítulos da obra de Schopenhauer ( Parerga e Paralipomena ). Esta última garantiu ao filósofo a fama que ele tanto desejava. Escrito com o estilo agradável que é o hábito de Schopenhauer, neste volume da edição da Martins Fontes encontram-se dois ensaios: esboço de uma história da doutrina do Ideal e do Real e os Fragmentos sobre a história da filosofia. No segundo ensaio, Schopenhauer deixa claro que estudar a história da filosofia não é fazer filosofia. Para ele, se quisermos entender filosofia devemos ler as obras originais dos filósofos, e nunca o resumo de terceiros. [Read more…]

Resenha: Padre Cícero- Poder, Fé e Guerra no Sertão, de Lira Neto

Padre Cícero

Padre Cícero é uma das figuras mais reconhecidas e polêmicas do Nordeste. No livro de Lira Neto, podemos chegar à conclusão de que se tratava de um homem justo e honesto, no entanto, foi vítima de perseguições por parte da alta hierarquia da igreja muito por causa de um etnocentrismo mal-disfarçado. Lira Neto caracteriza o período no qual o padre Cícero frequentou o seminário como de uma leve rebeldia. Nada além do que os seminários enfrentavam frequentemente. Foi ordenado e seguiu para o sertão do Ceará. Passou a ser o centro das atenções da imprensa e do alto clero por causa de um fenômeno que passou a acontecer com uma das beatas que frequentavam suas missas. O nome dela era Maria Araújo, sendo negra e pouco instruída. O milagre alegado era que quando a beata comungava, a hóstia transformava-se em sangue. [Read more…]

Introdução à Filosofia, de Martin Heidegger

Heidegger

Seria a filosofia uma ciência ou ela estaria subordinada a essa mesma ciência? São essas algumas das perguntas que esse livro de Martin Heidegger busca responder. Para Descartes a filosofia seria uma ciência do qual todos os outros ramos estariam subordinados. Heidegger nega que a filosofia seja uma ciência e quer dignificá-la situando-a acima de qualquer área da ciência. A filosofia, ao contrário da ciência, permite ao filósofo dar aquilo que Heidegger chama de “salto na transcendência”, e isso permite elevar a filosofia a um nível que a ciência jamais poderá alcançar. [Read more…]

A Guerra Civil Espanhola, de Antony Beevor

Antony Beevor

Ninguém deve esperar ter uma boa compreensão das causas que levaram ao conflito sangrento que foi a guerra civil espanhola ao ler este livro. Beevor é excelente ao descrever cenas de batalhas e também faz uma análise isenta das crueldades de ambos os lados do conflito. O que ficamos sabendo no livro é que a Espanha do século XX pouco tinha evoluído desde os tempos dos reis católicos. A expectativa de vida era a mesma ( 35 anos ), o analfabetismo era imenso ( 60% da população ) e a desigualdade era muito grande. Isso é claro levava a uma grande sensação de insatisfação por parte do povo. [Read more…]

Resenha: Fenomenologia do Espírito, de G.W.F. Hegel

FenomenologiaDoEspirito

A filosofia nasce do maravilhar-se, do espanto, e foi a partir destas capacidades que nasceram os grandes pensamentos de Tales de Mileto até Platão. Até aquele momento os filósofos buscavam inspirar os homens ao amor pela sabedoria. Eles expressavam seus pensamentos e permitiam que os mesmos percorressem livremente seu próprio caminho. Platão escreveu lindamente seus diálogos e toda sua obra foi preservada. Quando o lemos, nenhum tipo de sistema fechado pode ser detectado. Seus diálogos deixam várias questões em aberto e apresentam aporias ao leitor. Ele é poético, mas também quer ser científico; daí sua dialética que sobe em suas hipóteses até chegar aos Princípios, e dali desce. É um processo constante. [Read more…]