Bertrand Russell e a Teoria das Descrições

Bertrand Russell, 1951

A teoria das descrições foi a grande contribuição de Bertrand Russell para a filosofia da Linguagem. Uma descrição definida é aquela que, aparentemente, refere-se a termos singulares como “o atual presidente do Brasil”. Expressões como “algum presidente do Brasil” ou “um presidente do Brasil” são consideradas descrições indefinidas. Russell preocupou-se mais com as descrições definidas. A fórmula “ o F que” representa uma descrição definida. Argumentar que a seguinte frase “ Carlos é engenheiro” é uma descrição verdadeira é falso, pois trata-se de um predicado. Pronomes como “isto” são considerados por Russell como uma descrição. Segundo o professor Arturo Fatturi, uma descrição definida possui a seguinte forma lógica:

(1) Existe um F.

(2) Pelo menos um objeto é F.

(3) Algo que é F, é G.

Desse modo, a teoria das descrições definidas possui três tipos de exigências: a existencial( existe um F que), a de unidade ontológica (pelo menos um objeto é F) e a de universalidade ( todo objeto que F é G). Segundo a Enciclopédia da Universidade de Stanford, existem três motivações para a teoria das descrições definidas: a Metafísica, a Semântica e a Epistemológica. Partindo agora para o segundo tema desse exercício, a relação entre a descrição definida e o conteúdo descritivo é que ambos necessitam ser decompostos em asserções existenciais. Um problema que pode surgir dessa relação é que o fato de que os descritivistas afirmarem que a relação entre o conteúdo descritivo é dado por uma descrição definida não significa que um nome é dado por um enunciado necessário. Assim, quem pensa em Aristóteles como o homem mais notável que já estudou com Platão, não significa que naquela ocasião o nome Aristóteles esteja sendo definido como o homem mais notável que estudou com Platão. Portanto, o enunciado Aristóteles é o homem mais notável que estudou com Platão não é uma verdade necessária.

 

Fontes: http://plato.stanford.edu/entries/descriptions/

 

Schäfer, Margareth. Aventuras do Sentido: Psicanálise e Linguística. Edipucrs, 2002

 

http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/15774/15774_5.PDF acessado em 05/02/2014

 

FATTURI, Arturo. Filosofia da Linguagem. Palhoça: UnisulVirtual, 2011

 

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