Proclo e a demonstração da existência dos entes matemáticos

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A filosofia platônica é extremamente rica em analogias matemáticas que sempre impressionaram quase todos aqueles que a estudam. Um filósofo famoso que não ficou muito impressionado com tudo isso foi Aristóteles. Sua aversão à matemática da filosofia de Platão foi transportada para sua obra Metafísica. É bem conhecida sua recusa a admitir a existência dos Entes Matemáticos intermediários. Aristóteles, e seu discípulo medieval São Tomás de Aquino, não conseguem conceber a matemática como sendo independente da matéria. [Read more…]

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Platão e o problema dos Universais

Platão busto

O problema dos universais teve duas visões que moldaram todas as discussões posteriores. A opinião de Aristóteles é de que os Universais participam no sensível, e não existem separados dele como Platão acreditava. Esse último acreditava, de acordo com São Tomás, que o Homem não existiria em coisas particulares, mas a Ideia do homem seria separada de qualquer particular. Aristóteles rejeitava a definição do Universal como sendo uma substância, mas dizia que o Universal é conhecido através da experiência sensível de objetos particulares. Porfírio dizia que os Universais de Aristóteles são incorpóreos, mas estão juntos ao sensível. [Read more…]

O princípio de individuação na tradição platônica e aristotélica

Platão busto

Um dos temas mais fascinantes em filosofia é a questão do princípio de individuação. Nesse artigo, vou abordar como cinco filósofos enfrentaram esse problema e suas respectivas soluções. São eles: Platão, Aristóteles, Proclo, Tomás de Aquino e Duns Scotus.

Pretendo começar por Aristóteles e São Tomás, porque os dois possuem uma opinião parecida e contrária à de Platão, Proclo e Duns Scotus. [Read more…]

Aristóteles e o conhecimento Metafísico e do mundo real

Aristotle

Kant negava o valor da Metafísica dizendo que qualquer conhecimento do noumenon (a coisa-em-si) era impossível, pois o nosso intelecto só estaria apto a reconhecer e compreender os objetos do mundo fenomênico. Descartes era da opinião de que nossos sentidos nos enganam muitas vezes e que, portanto, a única certeza que teríamos seria subjetiva. Ora, lendo o Comentário à Metafísica de Aristóteles escrito por São Tomás, ali existe um capítulo que fala da dificuldade de adquirirmos um conhecimento do mundo e dos objetos.

Podemos ler com clareza qual era a opinião de Aristóteles e que,São Tomás, por sua vez, acrescenta alguns detalhes. Diz Aristóteles que ninguém pode alcançar a verdade Metafísica de todas as coisas sozinhas, mas que os homens unidos podem, cada qual com sua contribuição, ajudarem a formar um mosaico com pequenas verdades do todo.

São Tomás faz um comentário a respeito de o porquê os homens terem opiniões e conceitos diferentes sobre o mundo e os objetos. Fazendo um paralelo com o mundo atual e a notícia curiosa sobre o vestido e sua real aparência, que foi uma das grandes discussões desses dias, vemos que o Aquinate faria uma objeção ao pensamento cartesiano de que os sentidos nos enganam. Lendo a notícia sobre o vestido e sua cor, aparentemente Descartes teria razão de dizer que são os nossos sentidos que estão nos enganando, por causa de que cada um vê uma cor diferente no vestido. São Tomás, explicando o pensamento aristotélico, vai nos dizer que o problema não está em nossos sentidos e nem necessariamente no objeto em si- apesar de que objeto pode ter alguma imperfeição-, mas sim em nosso intelecto. [Read more…]