Resenha: As fontes do self, de Charles Taylor

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 O filósofo canadense Charles Taylor, autor do excelente Hegel-Sistema, Método e Estrutura, procurou analisar em sua obra As Fontes do Self, a evolução da consciência de si no mundo ocidental desde suas origens gregas até o mundo moderno. Taylor procura ser bastante honesto com o leitor desde o início, portanto, não esconde suas preferências pessoais durante todo o livro. Começando com Homero, esse o representante clássico da ética do guerreiro que busca a glória nesse mundo em incontáveis batalhas, Taylor crê que essa mentalidade, que não consegue estabelecer qualquer conceito de um bem maior do espírito, nunca deixou de existir no Ocidente. Basta lembrarmos-nos da cavalaria medieval e da prática dos duelos. Com Platão, surge uma filosofia que situa o Bem fora desse mundo, pois Platão cria o conceito do hiperbem. Platão associa esse Bem à imagem do Sol (o Filho que se mostra na narrativa platônica), situada no alto e que ilumina a todos os seres humanos. Para ele, a felicidade não era possível nesse mundo, nem mesmo através da prática da virtude, o que é uma opinião bem diferente de vários outros filósofos ao longo da história. Platão de certa maneira cria a vida interior na alma do homem situando o Bem em um mundo imaterial, o qual pode ser alcançado pelo autocontrole e pela criação dentro do homem do “Estado interior”, desconfiando sempre de qualquer apoio do mundo material para alcançarmos essa meta. [Read more…]

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