Sobre o amor e o respeito pelas mulheres

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Existem coisas belíssimas na relação de um casal, como o amor, o companheirismo e a cumplicidade. Deve-se reconhecer em sua mulher não uma pessoa que deva ser submissa a você, pois isso indica insegurança e incapacidade de fazer-se amar voluntariamente. A relação que funciona verdadeiramente é aquela que oscila levemente como uma balança: às vezes o homem sobe um pouco mais que a mulher, às vezes acontece o contrário; porém, isso indica uma relação que está viva, pois está em movimento. Um relacionamento de submissão pura e simples da mulher está condenado a ser imóvel, ou seja, está morto como um cadáver, pois não há movimento. Mesmo os desentendimentos precisam ser encarados como choques dialéticos que vão gerando sínteses cada vez mais poderosas no casamento. Sua mulher é alguém semelhante a você em um aspecto fundamental: possui um intelecto semelhante a Deus, ou seja, é livre, ativo e criativo.

O texto abaixo também é muito bonito e revela o espírito neoplatônico de respeito pelas mulheres como seres iguais em dignidade ao homem. Vale a pena ler:

 

“Então nós diremos que é impossível que almas que alcançaram a perfeição recentemente passem para um corpo de mulher? Ou é necessário que a alma que viva de maneira apocastática deva passar pelo corpo de um homem? Ou devemos dizer que essa alma deva levar esse tipo de vida no corpo de uma mulher? Mas se nós admitimos o anterior e não o último, então como nós ainda podemos dizer que o homem e a mulher possuem virtudes em comum? Porque se a mulher nunca vive uma vida de catarse, mas o homem vive de maneira apocastática, as virtudes não seriam comuns a eles. Ao que podemos adicionar o absurdo que seria Sócrates ter aprendido os mistérios do amor e ser elevado através de Diotima, mas essa mesma Diotima que o elevou, e que o superava em sabedoria, não teria obtido a mesma forma de vida de Sócrates porque estava investida no corpo de uma mulher. Se nós admitirmos que a mulher possa viver uma vida apocastática, seria então absurdo que as almas ascendessem de um corpo de mulher, mas que não pudessem descer para essa natureza do mundo Inteligível. Porque as mulheres quando sofrem com a perda de suas asas, elas ficam próximas a uma natureza menos excelente, pois quando elas estão com asas, elas ascendem pelas mesmas coisas pelas quais elas descem a esse mundo. Isso é evidente pela História. Porque a Sibila, quando prosseguiu através da luz, conhecia sua própria Ordem, e manifestou que vinha dos deuses dizendo:

Entre os deuses e os homens, eu sou o termo médio.”

Proclo de Constantinopla- Comentário ao Timeu de Platão

 

 

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