Resenha: Ordem e Progresso, de Gilberto Freyre

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Com cerca de 1000 páginas, Ordem e Progresso, de Gilberto Freyre, é uma obra com tamanho e qualidade suficientes para situar o leitor dentro do Brasil do final do Império e início da República. Temos a série que começa com Casa Grande & Senzala, depois segue com Sobrados e Mucambos, tendo Ordem e Progresso como conclusão, já que Jazigos e Covas Rasas não chegou a ser escrito pelo grande sociólogo brasileiro. [Read more…]

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Resenha: Turbilhão, de Coelho Neto

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Coelho Neto é um escritor há muito tempo pouco conhecido e divulgado, porque foi tido já em seu tempo como ultrapassado. Em Turbilhão, os méritos do autor tornam-se evidentes pela excelente qualidade da escrita. É um romance muito agradável de se ler, apesar de que considero que o final poderia ter sido melhor. Não é difícil entender, porém, o porquê de Coelho Neto ter sido muito combatido, pois o tipo de vocabulário que o mesmo usa é bem pouco usual, mas que também não chega a ser dos mais complexos. Trata-se de uma linguagem muito culta, pouco acessível já em tempo, e mais ainda no nosso, haja visto o pouco hábito de leitura do povo em geral; no entanto, apesar dessas dificuldades, acredito que o estilo de Coelho Neto funciona perfeitamente no romance. O autor é classificado como impressionista, dando ênfase às sensações, luzes, estado da alma- que ele emprega realmente várias vezes no livro. [Read more…]

O Credo do Filósofo Platônico de Thomas Taylor

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O credo escrito pelo grande filósofo neoplatônico inglês Thomas Taylor (1758- 1835) é de uma beleza inacreditável. A tradução é nossa e foi feita a partir do original em inglês que pode ser acessado em  http://www.prometheustrust.co.uk/Platonic_Philosophers_Creed.pdf

 

  1. Eu acredito que exista uma causa única para todas as coisas, cuja natureza é tão imensamente transcendente, que é mesmo supraessencial; e, em consequência disto, ela não pode ser propriamente nem nomeada nem discutida, ou mesmo concebida pela opinião, ser conhecida e nem percebida por nenhum ser.

  1. Eu acredito, no entanto, que é legítimo dar um nome àquilo que é verdadeiramente inefável as denominações de O Uno e O Bem, pois estas são as mais adequadas para isso. O primeiro desses nomes indica o princípio de todas as coisas, e o último aquilo que é o objeto último de desejo de todas as coisas.

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