Resenha: Precarious Japan, de Anne Allison

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A humanidade dispõe de uma grande biblioteca com títulos que explicam o fim das grandes civilizações da Antiguidade, e mesmo no século XX, Oswald Spengler escreveu sobre a decadência do Ocidente. Mas como seria um livro sobre a progressiva perda de esperança e uma drástica queda da natalidade de uma nação contemporânea? Anne Allison, uma professora de antropologia cultural estadunidense, revela em seu livro Precarious Japan um cenário dramático para este país, que já foi uma potência militar agressiva, e que até duas décadas atrás era uma potência industrial em expansão. [Read more…]

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Algumas opiniões de Lutero sobre Aristóteles

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Aristoteles male reprehendit ac ridet Platonicarum idearum meliorem sua philosophiam.

“Aristóteles refuta muito mal as Ideias platônicas, que são melhores do que sua filosofia.”

Cui per omnia contrarius Aristoteles ridet illa separata et intelligibilia et trahit ad sensilia et singularia penitusque humana et naturalia. Verum id facit astutissime: Primo, quia non potest negare illa individua esse fluxa, finxit aliud formam, aliud materiam, et ita res ut materia non est scibilis, sed ut forma. Ideo dicit formam esse causam sciendi, et hanc vocat “divinum, bonum, appetibile” et huic intellectum tribuit. Et sic eludit omnium mentes, dum eandem rem dupliciter considerat.

“Sendo em tudo contrário às Ideias, Aristóteles ridiculariza as coisas inteligíveis e separadas e as coloca nas coisas sensíveis e separadas, completamente humanas e naturais. Mas ele faz isso muito astutamente.

Primeiro, porque ele não pode negar que o individual está em fluxo, ele inventa uma forma e uma matéria diferente, então a coisa não é conhecida como matéria, mas sim como forma. Portanto, assim ele diz que a forma é a causa do conhecimento, e a isso ele denomina “divino, bom e desejável”, e ele atribui ao intelecto. Então ele frustra toda mente, pois examina a mesma coisa duas vezes.”

Martinho Lutero, Probationes (tradução nossa a partir do original em latim)

“Na vigésima oitava prova da tese da disputa de Heidelberger, Lutero delineia um argumento contra um teorema aristotélico fundamental. Em contraste com a crítica de Lutero à compreensão aristotélica da virtude da justiça, ainda não ganhou ainda a atenção devida. Embora a objeção de Lutero tenha sido percebida e parafraseada, mas não de maneira sistemática, a intenção é examinar a consideração de Lutero, pois Aristóteles, em sua doutrina psicológica, descreve a estrutura ôntica do pecador, que busca suas próprias coisas em tudo. Mas o fato do pecador ser pensado como um homem autoritário está em contradição com a Teologia.”

“A segunda parte, está claro, é toda do filósofo e do teólogo, pois o objeto é a causa do amor, colocando Aristóteles toda a potência da alma passiva para receber o material, e demonstra que a filosofia é contrária à teologia, enquanto em todas as coisas pede aquelas que são suas, e aceita mais do que o bem que contribuiu. “ Lutero

Theodor Dieter, Der junge Luther und Aristoteles (Tradução nossa a partir do original em Alemão/Latim)

“Parece que aquele que deseja coletar todas as coisas de uma só vez está apenas adquirindo para si mesmo o desespero com grandes lamentos, pois ficará cheio de desespero se espera que Deus vai fazer chover boas coisas para ele neste presente momento, mas não depois. E tornar-se-á cheio de infidelidade se não acredita que a Graça Divina não irá, agora e em todos os tempos, cair sobre aqueles que são dignos dela; e será um tolo se pensa que será um guardião competente aquele que coleciona coisas contrárias à vontade de Deus…”

Fílon de Alexandria, The Allegories of the Sacred Laws, after the work of the six days of the Creation (tradução nossa a partir do inglês)