A Dialética em busca da Verdade

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“Então Hegel pode justificadamente dizer que este mundo é “pervertido” (verkehrt) em si mesmo, a perversão de si mesmo, porque não é meramente o oposto. O verdadeiro mundo, ao contrário, é ao mesmo tempo a verdade projetada como um ideal e sua própria perversão. Agora se temos em mente também que um dos principais objetivos da sátira é expor a hipocrisia moral, a inverdade do mundo como ele é supostamente para ser, a verdadeira mordacidade do verkehrt torna- se aparente. A perversão da verdadeira realidade torna-se visível atrás da sua frente falsa desde que em todas as instâncias satíricas o retrato é “o oposto em si mesmo”, seja se isso tome a forma de um exagero, a inocência em contraste com a hipocrisia, ou seja o que for.


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Resenha: Curso de Estética- O Sistema das Artes, de G.W.F.Hegel

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O curso de Estética oferecido por Hegel na Universidade de Berlim no fim de sua vida transformou-se em referência para quem quer estudar esse tema. Aqui nessa edição da Martins Fontes, o curso está dividido em duas partes: a primeira é o Belo na Arte; a segunda, para a qual estou fazendo essa resenha, tem o título de O Sistema das Artes. Esses dois livros não foram escritos pessoalmente por Hegel, mas foram seus alunos que tomaram nota de suas aulas e depois transformaram em livro. Isso explica o porquê da linguagem ser bem mais acessível do que a dos outros livros desse filósofo. [Read more…]

Resenha: Fenomenologia do Espírito, de G.W.F. Hegel

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A filosofia nasce do maravilhar-se, do espanto, e foi a partir destas capacidades que nasceram os grandes pensamentos de Tales de Mileto até Platão. Até aquele momento os filósofos buscavam inspirar os homens ao amor pela sabedoria. Eles expressavam seus pensamentos e permitiam que os mesmos percorressem livremente seu próprio caminho. Platão escreveu lindamente seus diálogos e toda sua obra foi preservada. Quando o lemos, nenhum tipo de sistema fechado pode ser detectado. Seus diálogos deixam várias questões em aberto e apresentam aporias ao leitor. Ele é poético, mas também quer ser científico; daí sua dialética que sobe em suas hipóteses até chegar aos Princípios, e dali desce. É um processo constante. [Read more…]