Metaphysical considerations on animal ethics

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Μη τα πελωρια μετρα γαιης υπο σην φρενα βαλλου*

Ου γαρ αληθειης φυτον ενι χθονι

Direct not your attention to the immense measures of the earth; for the plant of truth is not in the Earth

 Πατηρ ου φοβον ενθρωσκει, πειθω δ επιχεει.

 The father did not hurl forth fear, but infused persuasion

The Chaldean Oracles

So many philosophers have contributed to enhance the study of animal ethics, but I will argue in this article that it does exist some questions that must be answered. The most important thing to me is that these thinkers don’t take on account the totality of things envolved, in another word, they ignore the whole world and the universe in which humans and animals live together. Without this, we hardly would get some answers why animal ethics does matter. [Read more…]

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Resenha: Górgias, de Platão

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É dramática a posição de Sócrates diante dos sofistas e de um projeto de tirano à la Nietzsche (Cálicles) no diálogo platônico Górgias. Ali estão projetadas questões de extrema importância como o valor da retórica como ciência, da justiça, do estado de exceção e da incapacidade de o homem justo lutar, neste mundo, contra a opressão dos maus. Só resta a Sócrates apelar, no final do diálogo, para o julgamento do mundo dos mortos para que a justiça seja restabelecida. [Read more…]

A filosofia platônica de Gemisto Plethon

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Jorge Gemisto  Γεώργιος Γεμιστός (1355/1452), filósofo bizantino da Renascença, depois chamado de Plethon Πλήθων, em homenagem à sua imensa admiração por Platão, é uma grata surpresa na história da filosofia. Mesmo com o poderoso exército otomano diante dos portões de Constantinopla quis, nada mais nada menos, reviver a antiga religião grega e recusou o Cristianismo. Defendeu abertamente a superioridade da filosofia de Platão sobre a de Aristóteles e considerava que o Cristianismo era a principal causa da decadência do Império. [Read more…]

Resenha: Timeu, de Platão

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“Um, dois, três, porém o quarto Timeu, o último dos que ontem festejei aqui, e que me convidaram, onde está?”

Εἷς͵ δύο͵ τρεῖς· ὁ δὲ δὴ τέταρτος ἡμῖν͵ ὦ φίλε Τίμαιε͵ ποῦ τῶν χθὲς μὲν δαιτυμόνων͵ τὰ νῦν δὲ ἑστιατόρων

As palavras iniciais deste que é um dos diálogos mais inspiradores de Platão têm um significado muito maior e misterioso do que aparenta como veremos.

O universo de Platão é uma verdadeira obra da bondade Divina que o governa com sua providência, e cuja face está sendo sempre renovada; no entanto, é difícil de ser encontrado, e mais difícil ainda é comunica-Lo aos seres humanos. Não importa muito se Platão acreditava literalmente no Mito que coloca na boca do pitagórico Timeu. Como ele mesmo escreve, vai produzir um discurso verossímil, e invoca o deus para que do seu relato saia a verdade. [Read more…]

Resenha: a República, de Platão

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Somos como seres que tateiam no escuro durante a noite, quando não há mais o Sol, debatendo uns com os outros a respeito de sombras que passam diante de nossas vistas como em um relâmpago. A caverna seria o mundo, e os prisioneiros todos nós se não fizermos a verdadeira conversão de nossa vista e de nosso corpo para a luz do Sol, o filho do Bem, pois assim vemos que possuímos uma visão clara. Toda a República de Platão é um grande esforço para elevar-nos à verdadeira ciência da dialética, das hipóteses e ao domínio do Inteligível. Além disso, Platão faz neste diálogo uma apresentação de seu projeto educacional que está articulado com sua visão teológica. [Read more…]

Resenha: Político, de Platão

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Um dos grandes momentos da filosofia de Platão é a busca por uma definição do sofista, do político e do filósofo. Platão jamais escreveu um diálogo chamado de Filósofo, isso porque a definição de filósofo está já contida dentro do diálogo Sofista. No Político, o grande filósofo ateniense deseja ter um entendimento a quem caberia a arte de governar, o que permite uma articulação com seu diálogo A República. [Read more…]

Aspectos da ciência e da educação em Platão

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Os diálogos platônicos Protágoras, Sofista e Teeteto são referências fundamentais para compreendermos o modo como Platão entendia a ciência. Há milênios eles nos ensinam a melhor maneira de procuramos o avanço da ciência e do conhecimento, e nos servem de aviso sobre como não fazer ciência, uma vez que dois dos grandes obstáculos que o filósofo enfrenta são: uma “ciência” produzida por uma indução feita a partir dos dados dos sentidos, e o discurso, ou retórica, do sofista sobre o não-ser, que nada mais é do que uma aparência de sabedoria. [Read more…]

Sobre a filosofia de Aristóteles segundo Werner Jaeger

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Devemos reconhecer que existe algo de extraordinário ao lermos o Aristóteles de Werner Jaeger (como também as interpretações neoplatônicas do Estagirita): vermo-nos livres de abordagens dogmáticas e mistificadoras de apologistas católicos (jesuítas, tomistas e neotomistas)! [Read more…]

A Dialética em busca da Verdade

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“Então Hegel pode justificadamente dizer que este mundo é “pervertido” (verkehrt) em si mesmo, a perversão de si mesmo, porque não é meramente o oposto. O verdadeiro mundo, ao contrário, é ao mesmo tempo a verdade projetada como um ideal e sua própria perversão. Agora se temos em mente também que um dos principais objetivos da sátira é expor a hipocrisia moral, a inverdade do mundo como ele é supostamente para ser, a verdadeira mordacidade do verkehrt torna- se aparente. A perversão da verdadeira realidade torna-se visível atrás da sua frente falsa desde que em todas as instâncias satíricas o retrato é “o oposto em si mesmo”, seja se isso tome a forma de um exagero, a inocência em contraste com a hipocrisia, ou seja o que for.


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Proclo e a demonstração da existência dos entes matemáticos

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A filosofia platônica é extremamente rica em analogias matemáticas que sempre impressionaram quase todos aqueles que a estudam. Um filósofo famoso que não ficou muito impressionado com tudo isso foi Aristóteles. Sua aversão à matemática da filosofia de Platão foi transportada para sua obra Metafísica. É bem conhecida sua recusa a admitir a existência dos Entes Matemáticos intermediários. Aristóteles, e seu discípulo medieval São Tomás de Aquino, não conseguem conceber a matemática como sendo independente da matéria. [Read more…]